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Presidente da FAEMG visita a Ascipam e mostra a realidade do agronegócio



  24/08/2016 11:07  

Cerca de 130 pessoas lotaram o Salão Multiuso da Ascipam, nesta terça-feira (23), para o “Café com Ideias”, promovido pela entidade. Dessa vez o foco dos debates foi em torno do agronegócio. A plateia foi constituída essencialmente de produtores rurais, lideranças do setor, além de autoridades. Destaque para o secretário de Estado de Meio Ambiente, Jairo Isaac, e o presidente da Faemg, Roberto Simões.

O evento foi aberto com a palestra de Simões que brilhantemente discorreu sobre os desafios e perspectivas do agronegócio. Com grande conhecimento de causa, já que é uma das maiores lideranças do setor, ele elencou as várias faces do agronegócio que representa 42% da riqueza do país. Dependendo da região, gera até 30% dos empregos.

No entanto, mesmo com tanta envergadura, o setor continua enfrentando os dissabores naturais da falta de uma política consistente. O presidente da Faemg apontou a grande deficiência na infraestrutura e pediu mais segurança pública, afirmando que o homem do campo não aguenta mais viver à mercê dos bandidos.

Ao falar da questão ambiental foi incisivo, defendendo a simplificação dos procedimentos da atividade, entre os quais os licenciamentos. Também lamentou a ausência do Fundo de Defesa Sanitária em Minas Gerais, na contramão dos estados mais avançados.

E reiterou a necessidade do país implantar uma política agrícola de longo prazo (5-6 anos), ao contrário de hoje em que os produtores só trabalham com o Plano Safra de um ano.

Ainda com todos esses gargalos o cenário do agronegócio é altamente promissor, já que o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e o planeta tem nove bilhões de pessoas precisando consumir.

Sustentado em projeções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Simões afirmou que o agronegócio nacional vai crescer em torno de 30% nos próximos dez anos, chegando a 250 bilhões de toneladas de grãos.

Os caminhos também apontam para a diversificação de alimentos, a partir dos novos hábitos alimentares, e isso significa mais riquezas para o país. Mas, por enquanto, as vedetes continuam sendo as carnes (frango, suíno e bovino), além das frutas, soja, milho e algodão.

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