Entidades e órgãos públicos se unem em busca de soluções para moradores de rua



    
Entidades e órgãos públicos se unem em busca de soluções para moradores de rua

Nesta segunda, dia 30 de outubro, o presidente da Ascipam, Misael Almeida, se reuniu com o Tenente da Polícia Militar, Wallace Vieira, o secretário de Assistência Social, Vilson Antônio, o vereador Dilhermando Rodrigues Filho (Dilé), o inspetor Carlos Silva, o presidente da CDL, Nilton Oliveira, e o gerente-executivo da Ascipam, Ednei Duarte, para debater a situação do morador de rua que há alguns dias vem gerando diversas reclamações por parte de populares e comerciantes. O morador de rua chama-se Carlos e vem agredindo e ameaçando as pessoas que encontra pelo caminho.

De acordo com o Tenente Wallace Vieira, a partir do momento que a Polícia Militar foi acionada – apesar de não ser um trabalho específico do órgão –, um policial entrou em contato com assistente social, que encaminhou o caso para um psiquiatra e possibilitou que o rapaz recebesse ajuda necessária. Foi realizada a internação involuntária, através do laudo do psiquiatra, no hospital Galba Veloso.

“Essa internação compulsória tem o prazo de quarenta e cinco dias. Após este período, ele só fica se quiser. Esses dias serão fundamentais para que ele tenha o tratamento adequado, bem como para podermos trabalhar junto de sua família para que possam incentivá-lo a continuar em tratamento”, destacou o Tenente.

Durante a reunião, também foram foco de debate a realidade de muitos moradores de rua embaixo da ponte grande, como explica o Tenente Wallace: “Essa reunião foi muito proveitosa, no sentido de fazermos um trabalho permanente com estes moradores de rua. Isso acaba desaguando no serviço Disque 190, mas depende de um monte de fatores, a começar pela família da pessoa, que precisa dar toda assistência que ela necessita e que na verdade, não é prestada. Vamos tentar, através da Prefeitura, firmar um compromisso com Secretário de Assistência Social e fazer um levantamento profissional – junto da assistente social e psicólogo – das pessoas que moram na rua. Vamos verificar quais são de Pará de Minas, quais realmente tem família, tem casa e o que pode ser feito por eles. Desta forma, poderemos fazer um trabalho mais duradouro. Não é suficiente apenas levar para uma clínica e depois não continuar oferecendo suporte, pois não se livra da dependência assim tão facilmente.”

Algumas metas e ações foram traçadas para que um trabalho de resgate seja desenvolvido. Vale lembrar que o consumo de drogas é um problema que atinge todos os países, sem distinção de classe social. Estas pessoas que vivem na rua são reféns de um vício mortal e, muitas vezes, não enxergam a possibilidade de se livrar dele.

“Quando vários órgãos e entidades se unem em torno de uma causa comum, que é o bem da comunidade local, tudo funciona melhor. Esperamos que esse trabalho seja feito. Outras medidas também vão ser tomadas, para que possamos tentar melhorar a qualidade de vida do município”, ressaltou o Tenente Wallace.

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